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Eleições 2026 no Google Trends: Lula e Flávio Bolsonaro lideram buscas (dados não indicam intenção de voto)

Lula lidera buscas no Google entre presidenciáveis com 49% do interesse, seguido por Flávio Bolsonaro com 25%, mas atenção: buscas refletem curiosidade, não intenção de voto.

Ilustração dos candidatos à presidência em 2026
Como os brasileiros vão às urnas em outubro deste ano. Ilustrações: Google Trends

Lula (PT) concentrou 49% do interesse de busca entre os presidenciáveis no Google nos últimos 30 dias, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 25%. Os números estão na página Eleições 2026 da Central Google Trends, lançada pelo Google para acompanhar a disputa de outubro.

Gráfico ilustrativo sobre pesquisas relacionadas às eleições Google Trends

 

Atenção: buscas no Google não são intenção de voto. O próprio Google avisa que os dados mostram apenas a curiosidade das pessoas. O sentimento das consultas pode ser negativo ou neutro, e não necessariamente favorável ao candidato.

Quem foi mais buscado nos últimos 30 dias

Lula e Flávio Bolsonaro somam quase três quartos do interesse de busca entre os cinco principais nomes. O percentual é relativo: mostra a fatia de cada candidato na comparação entre eles, não o volume absoluto de pesquisas.

Candidato

Partido

Interesse de busca (%)

Lula

PT

49

Flávio Bolsonaro

PL

25

Augusto Cury

Avante

14

Renan Santos

Missão

8

Ronaldo Caiado

PSD

3

Fonte: Central Google Trends – Eleições 2026, período de 26 de agosto a 25 de setembro de 2026. Romeu Zema (Novo) também aparece na página, mas fora do comparativo dos cinco principais.

Picos no início da campanha, interesse por “eleição” em alta

As buscas pelos candidatos tiveram picos no fim de agosto, logo após o início oficial da campanha, em 16 de agosto, e depois se estabilizaram em patamar mais baixo. Já o interesse pelo termo “eleição” cresceu de forma quase contínua e atingiu o índice máximo (100) em 25 de setembro.

Na primeira semana de campanha, Lula liderou as buscas puxado pela entrevista à TV Record, e Flávio Bolsonaro apareceu em segundo, com destaque no Distrito Federal, segundo levantamento da Rádio Itatiaia com dados do Trends.

Termos sobre eleição com maior crescimento nos últimos 30 dias, segundo o Google Trends:

Termo

Oscilação

colinha eleições 2026

+63%

eleitor que deseja justificar ausência sem saber o número do título

+33%

augusto cury pesquisa eleitoral

+33%

país com regime democrático e eleições livres (questão de prova)

+22%

eleições 2026 1º e 2º turno horário

+10%

flávio bolsonaro pesquisa eleitoral

+10%

ordem de votação eleições 2026

+9%

divulgação de candidaturas e contas eleitorais

+8%

cola eleitoral 2026

+7%

O padrão mostra um eleitor focado em questões práticas: a “colinha” com os números dos candidatos, a ordem de votação na urna, horários e como justificar a ausência.

O que o eleitor quer saber: candidatos e pesquisas

“Pesquisa eleitoral” é o tema eleitoral que mais desperta interesse, com índice 54, bem à frente de propaganda eleitoral (9), campanha eleitoral (8) e plano de governo (8).

Nas buscas iniciadas por “candidatos a...”, deputado lidera com 36%, seguido por presidente (28%), governador (19%) e senador (17%). Segundo o SBT News, as buscas por candidatos cresceram 170% desde o início da campanha, e as de presidente tiveram quatro vezes mais volume que as de senador.

Outro recorte curioso: as buscas por “é de direita ou esquerda” cresceram 180% desde 16 de agosto, com Lula entre os nomes mais pesquisados, de acordo com o Poder360.

Buscas x pesquisas eleitorais: por que não comparar

O ranking do Trends coincide na ordem dos dois primeiros com as pesquisas de intenção de voto, mas as distâncias são bem diferentes. No Trends, Lula tem quase o dobro do interesse de Flávio (49% x 25%). No Datafolha de 1º a 3 de setembro (registro BR-03669/2026, margem de 2 pontos), a vantagem no cenário estimulado foi de 7 pontos: 39% a 32%.

Isso acontece porque o Trends mede atenção, não apoio. Um presidente no cargo gera buscas por atos de governo, polêmicas e críticas, além do interesse de eleitores. Três cuidados ao ler os dados:

  • Escala relativa: os índices vão de 0 a 100 e não mostram valores absolutos. Maior índice significa maior interesse proporcional.
  • Comparação no mesmo recorte: o índice é dinâmico, e só vale comparar candidatos incluídos na mesma consulta.
  • Sentimento neutro: uma busca pode ser motivada por curiosidade, crítica ou notícia negativa.

O 1º turno está marcado para 4 de outubro de 2026, e um eventual 2º turno para 25 de outubro.

O que isso ensina para SEO e conteúdo

A demanda de busca na reta final da eleição é prática e de cauda longa. Para portais, veículos e assessorias, os dados apontam oportunidades claras:

  • Conteúdo utilitário vence: “colinha”, ordem de votação, horários e justificativa de ausência crescem mais que nomes de candidatos.
  • Pesquisa eleitoral é o tema-âncora: índice 54, seis vezes acima de plano de governo.
  • Nome + pesquisa: termos como “augusto cury pesquisa eleitoral” (+33%) mostram que o eleitor cruza candidato e número.
  • Cargos além da Presidência: buscas por “candidatos a deputado” são a maior fatia (36%), com menos concorrência editorial.

Fontes