'Ghiblificar' sua imagem no Chat GPT pode custar mais do que você imagina: entenda os riscos
Imagens geradas pelo ChatGPT viralizam nas redes, mas levantam preocupações sobre uso indevido de dados pessoais e treinamentos futuros de modelos de IA

Transformar selfies em artes no estilo Studio Ghibli virou febre nas redes sociais nos últimos dias.
A tendência começou após a OpenAI liberar recursos avançados de geração de imagens no ChatGPT, permitindo que usuários criassem retratos “ghiblificados” com apenas um comando de texto.
A viralização foi tão grande que, segundo Sam Altman, CEO da empresa, a demanda fez “as GPUs derreterem”, atraindo mais de 1 milhão de novos usuários em poucos dias.
Mas por trás da estética encantadora, surgem alertas sérios sobre privacidade, consentimento e uso de imagens sensíveis para treinamento de IA.
Segundo informações da Forbes, Especialistas alertam que muitos usuários não percebem que, ao fazer upload de suas selfies — ou até de imagens de familiares, incluindo crianças —, podem estar contribuindo para alimentar futuros modelos de IA da OpenAI, caso não optem explicitamente por sair do processo de coleta de dados.
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Rachel Tobac, CEO da SocialProof Security, explica que o risco vai além do uso indevido: há também a possibilidade de vazamentos.
“Se você quer manter a propriedade de uma foto, ghiblificá-la não é o caminho a seguir”, afirma.
Ela alerta que muitos usuários podem se arrepender, especialmente ao perceberem que imagens íntimas — como de um recém-nascido — podem estar sendo armazenadas e usadas sem pleno entendimento das consequências.
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A polêmica cresceu ainda mais quando a própria OpenAI e seus executivos começaram a postar imagens no estilo Studio Ghibli — mesmo após o cofundador do estúdio, Hayao Miyazaki, se posicionar contra a arte gerada por IA, chamando-a de "um insulto à própria vida".
O episódio poderia ter levado até a uma instabilidade do site do estúdio japonês, conforme noticiamos nesta matéria sobre a queda do site oficial do Studio Ghibli.
Ghibli, selfies e 11 de setembro: onde está o limite?
Além das selfies, usuários têm explorado os novos recursos do ChatGPT para gerar imagens de eventos históricos e sensíveis, como o atentado de 11 de setembro e o assassinato de John F. Kennedy — gerando mais controvérsias sobre os limites éticos da IA generativa.
Enquanto a OpenAI celebra seus mais de 500 milhões de usuários ativos semanais, cresce a pressão por maior transparência no uso de dados e respeito à autoria artística — especialmente diante do treinamento de modelos com base em obras protegidas por direitos autorais.
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