Apple perdeu a corrida da IA? O que a nova Siri revela sobre atraso tecnológico

Nos últimos anos, a Apple construiu uma reputação inabalável ao prometer inovações apenas quando estas estavam próximas de serem entregues.
Essa construção de imagem foi icônica nas apresentações de Steve Jobs e na repercussão gerada pelos usuários após os lançamentos dos produtos da Apple.
No entanto, o recente lançamento do iPhone 16 e 16 Pro trouxe uma situação inusitada: a promessa da Apple Intelligence, um conjunto de funcionalidades baseadas em inteligência artificial, incluindo uma nova versão da Siri, que ainda não se concretizou.
A promessa de uma nova Siri
Dentre as funcionalidades anunciadas, a grande estrela era a assistente virtual da Apple, agora impulsionada por IA, prometendo um nível de contextualização e interatividade inédito. A nova Siri seria capaz de:
- Acessar informações pessoais, como e-mails e calendários, para oferecer sugestões mais inteligentes.
- Lembrar o usuário de encontros passados e interações.
- Integrar-se profundamente aos aplicativos, permitindo interações fluidas por comandos de voz.
O entusiasmo foi alimentado por materiais promocionais, incluindo um vídeo estrelado pela atriz Bella Ramsey, que ilustrava a assistente interagindo de maneira sofisticada com o usuário. No entanto, a realidade revelou-se diferente.
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Expectativa vs. realidade
Enquanto algumas funcionalidades de IA foram efetivamente lançadas, como a reformulação de textos e a geração de figurinhas no iMessage, a nova Siri nunca foi demonstrada de fato.
Nem mesmo jornalistas têm tido acesso a uma versão funcional. A Apple, por sua vez, adicionou um aviso discreto nas páginas do produto, informando que certos recursos seriam disponibilizados em futuras atualizações de software.
Isso levanta um questionamento importante: até que ponto a Apple estava realmente pronta para entregar essa inovação?
A repercussão do caso
A remoção do comercial com Bella Ramsey e a falta de qualquer demonstração prática da nova Siri geraram uma onda de especulações. Rumores indicam que o desenvolvimento do projeto está passando por dificuldades graves, ao ponto de talvez precisar ser reiniciado do zero.
Um insider da indústria chegou a afirmar que a tecnologia necessária para a assistente pode simplesmente não ser viável nos dispositivos atuais da Apple.
A situação lembra promessas não cumpridas da indústria de tecnologia, como a direção autônoma da Tesla, que vem sendo prometida desde 2017 sem uma entrega concreta. A diferença é que a Apple, historicamente, sempre entregou o que prometeu, o que torna esse episódio particularmente intrigante.
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O impacto na confiança do consumidor
O grande problema aqui não é apenas o atraso de uma funcionalidade, mas sim a quebra de um pacto de confiança com os consumidores. Ao vender o iPhone 16 promovendo um recurso que sequer foi demonstrado de forma prática, a Apple criou uma situação incomum e potencialmente danosa para sua credibilidade.
Se a nova Siri realmente for lançada nos próximos meses, poderá recuperar parte da confiança perdida. Caso contrário, a Apple arrisca entrar para a lista de empresas que apostaram alto em promessas futuristas sem base técnica concreta para cumpri-las.
Risco de enfraquecimento
A Apple, uma das empresas mais admiradas por sua execução impecável, agora se encontra sob holofotes.
Se a nova Siri com IA não for entregue conforme prometido, essa história pode marcar uma mudança significativa na percepção do consumidor sobre a marca e seus produtos.