O ChatGPT poderá deixar de ser uma zona livre de publicidade muito em breve.
Segundo documentos internos da OpenAI, a empresa já projeta iniciar a monetização dos usuários gratuitos em 2026 — e não estamos falando apenas de planos pagos.
A aposta, agora, parece ser a de transformar o popular chatbot em uma plataforma também suportada por anúncios.
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OpenAI espera receita bilionária com monetização de usuários
A informação foi revelada em documentos obtidos e divulgados por Juan González Villa e publicados originalmente pela Search Engine Land.
If you’re not paying for ChatGPT, soon you could be the product.
— Juan González Villa (@seostrategaEN) April 24, 2025
OpenAI’s own revenue projections show “free-user monetization” → Ads in ChatGPT before a year from now? 🤔 pic.twitter.com/1jZcdt8REO
Segundo os dados, a OpenAI projeta faturar cerca de US$ 1 bilhão com monetização gratuita de usuários já em 2026.
Esse valor poderia saltar para US$ 25 bilhões até 2029, em um mercado total estimado de US$ 125 bilhões em receitas.
Essa previsão inclui, entre outras fontes de lucro, os “novos produtos”, que englobariam o que a empresa chama de monetização gratuita.
Na prática, isso se refere à exibição de anúncios para os milhões de usuários da versão gratuita do ChatGPT — um movimento que representaria uma guinada importante na postura da empresa até aqui.
💡 Já discutimos na SEO Lab os desafios e transformações da publicidade digital com a chegada da IA generativa, especialmente em plataformas como o Google e o YouTube, que têm integrado IA em seus resultados e produtos.
Uma mudança de rota no discurso da empresa
O plano pode surpreender quem acompanhou a trajetória da OpenAI até aqui — principalmente as declarações do próprio CEO, Sam Altman.
Em entrevistas passadas, Altman afirmou que "odeia anúncios" e que preferia um modelo de negócios simples, baseado em assinaturas, para garantir que as respostas do ChatGPT não fossem influenciadas por interesses comerciais.
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Durante uma conversa com Lex Fridman, ele foi ainda mais direto:
“Odeio anúncios como escolha estética. (...) Gosto de saber que não sou o produto. Sei que estou pagando, e é assim que o modelo funciona.”
A CFO da empresa, Sarah Friar, reforçou esse posicionamento em dezembro de 2023, ao dizer que, embora a empresa estivesse aberta a explorar novas fontes de receita, “não havia planos ativos de investir em publicidade” naquele momento.
Por que isso importa?
Atualmente, o ChatGPT conta com mais de600 milhões de usuários ativos por mês.
A entrada de publicidade no produto criaria uma nova e gigantesca frente de monetização — e abriria uma avenida promissora para marcas alcançarem usuários em momentos de alto engajamento com a IA.
Mas também levanta preocupações: como garantir que as respostas geradas não sofram interferência dos interesses de anunciantes?
O próprio Altman já alertou, no passado, para os riscos de um futuro distópico, em que o ChatGPT poderia sugerir produtos ou viagens com base em interesses comerciais e não em relevância real.
Aqui na SEO Lab, também já analisamos como as atualizações do Google têm afetado a neutralidade e a visibilidade de conteúdos informativos — um debate que ressoa com os dilemas que agora se desenham para a OpenAI.
Uma inevitabilidade do crescimento?
Apesar das contradições com o discurso anterior, a mudança parece inevitável diante do tamanho que o ChatGPT alcançou.
Com o crescimento vertiginoso do uso da IA, é natural que as big techs comecem a procurar formas de transformar esse volume em receita, sobretudo diante dos altos custos computacionais para manter modelos generativos como o GPT-4 operando em larga escala.
E não é só a OpenAI que está nesse caminho. O YouTube, como já mostramos na SEO Lab, também começou a testar visões gerais com IA nos resultados de busca — o que pode mudar a forma como os usuários interagem com conteúdo patrocinado.
