Reflexões sobre a tag do Google Analytics e “nofollow”
Há algumas semanas postei aqui uma questão sobre a indexação ou não de páginas recém-criadas somente com a aplicação da tag do Analytics ao código do site.
Há algumas semanas postei aqui uma questão sobre a indexação ou não de páginas recém-criadas somente com a aplicação da tag do Analytics ao código do site.
Matt Cutts, certo dia, em seu blog, respondeu a uma pergunta de uma leitora referente às “preferências” do Google em relação aos subdomínios ou subdiretórios quando o assunto era a denominação das extensões do país em uma URL.
Como todos que trabalham em SEO já´devem saber, a palavra de Cutts é a palavra do Google, portanto, vamos aqui refletir um pouco sobre o que disse o engenheiro-chefe do Google a respeito desse tema.
A pergunta da leitora foi a seguinte. Note que ela questiona sobre a influência de uma das duas opções sobre o menor tempo de indexação/exibição no Google:
“…which one is to be expected to be indexed and show on Google first; subdomain or subdirectory?”
Em uma tradução livre: “Qual das opções é de se esperar que seja indexada e mostrada primeiro no Google; subdomínio ou subdiretório?”
Eis a resposta de Matt Cutts:
“…to the best of my knowledge neither one has an advantage for crawling/indexing first.
Novamente traduzindo livremente, temos: “…no melhor do meu conhecimento, nenhuma das duas têm vantagens para a indexação ocorrer antes”.
Como a pergunta era sobre extensões de definição de localidade/país do domínio, a resposta foi voltada a esse tema. Porém, a resposta nos dá pistas sobre o uso de subdomínios ou subdiretórios para outros casos. Veja o complemento da resposta de Cutts:
“If you have sites with say French and German versions for a business, my preferences would be:
1. ccTLDS such as example.fr or example.de
2. After than, subdomains such as fr.example.com or de.example.com.
3. If that’s not possible, I’d use subdirectories such as example.com/fr/ or example.com/de/
“Se você tem sites com versões em Francês e Alemão para um determinado negócio, minhas preferências seriam:
1. ccTLDS (County Code Top Level Domains) como o “exemplo.fr “ou “exemplo.de”
2. Depois disso, subdomínios como “fr.example.com” or “de.example.com”.
3. Se essas opções são impossíveis, eu usaria subdirectorios como “example.com/fr/” or “example.com/de/”
Fonte: http://www.mattcutts.com/blog/subdomains-and-subdirectories/
Esse comentário de Matt Cutts nos dá margem para pensar não só em questões de países, mas sim do uso de pastas e subdiretórios com as palavras-chave do site. Portanto, podemos deduzir que para o Google é mais importante:
1- Palavra-chave no domínio. Ex: “palavrachave.com.br”
2- Palavra-chave no subdomínio. Ex: “palavrachave.domínio.com.br
3- Palavra-chave como subdiretório. Ex: domínio.com.br/palavrachave
Só relembrando a estrutura de uma URL, temos quatro campos principais:
Subdomínio.dominio.tipododominio.região (www.dominio.com.br)
Concluímos com isso que sempre que possível devemos seguir esse esquema de prioridades passados pelo Google, pois assim temos mais um elemento contribuindo com a otimização on-page de um site para melhor posicionamento nos resultados de busca do Google.
Pois é, você pode até já ter pensado, mas muito provavelmente sua visão a respeito dessas páginas era linear. Não se sinta acanhado, isso é totalmente aceitável, sobretudo para quem trabalha ou gosta de SEO e se sente pressionado a ter sempre os links dos clientes na primeira página.
Mas peraí! Tendo em mente o fato de que em cada posição abaixo do primeiro lugar nos resultados de uma busca no Google temos um menor percentual de visitantes, sugiro aqui que comecemos a refletir sobre as primeiras posições das outras páginas de resultados.
Segundo um estudo publicado no website do Eyetrack, a ferramenta utilizada para analisar o comportamento de visibilidade do usuário da web, o percentual de visibilidade dos resultados de busca são os seguintes:
Visibilidade dos Resultados Orgânicos
Rank 1 – 100%
Rank 2 – 100%
Rank 3 – 100%
Rank 4 – 85%
Rank 5 – 60%
Rank 6 – 50%
Rank 7 – 50%
Rank 8 – 30%
Rank 9 – 30%
Rank 10 – 20%
Fonte: http://www.eyetools.com/inpage/research_google_eyetracking_heatmap.htm
A lógica é simples: se poucos entram nos resultados apresentados na parte de baixo da primeira página (leia-se resultados nas 7ª, 8ª, 9ª e 10ª posições) então, se essas pessoas mudam para a página 2 dos resultados, as 11ª, 12ª e 13ª posições não são assim tão ruins, afinal, estão também no chamado “golden triangle”.
É claro que ainda não temos como avaliar o percentual de pessoas que passam para a segunda página, e não me refiro necessariamente ao fato de que “a maioria dos usuários só vai até a terceira página”. Me refiro mesmo ao percentual real. Mas… se temos esse dado, de que “a maioria dos usuários só vai até a terceira página”, então temos aí uma nova realidade em SEO: Para alguns termos, principalmente para termos do long tail, podemos adotar a política de “otimizar para o topo” e não necessáriamente para “os primeiros resultados da primeira página”.
O teste
O teste aqui a ser feito é o seguinte: verificar acessos de um link nas primeiras posições da segunda página e compará-los aos links presentes das últimas posições da primeira página. Meu palpite é que os primeiros resultados da segunda página “podem” até ser um pouco maiores sim do que os últimos resultados da primeira página.
Aproveitando o post do Willie sobre quantidade de caracteres na title tag, vou propor uma discussão/teste sobre este importantíssimo elemento de SEO. Vamos a algumas constatações:
1º – Temos uma questão de limite de caracteres exibidos no snippet do Google;
2º – Quando bem posicionados, temos muitas vezes a concorrência entre snippets, afinal, ninguém quer peder o clique.
Pensando nisso, proponho duas opções para a redação de title tags, seguindo a ordem apresentada acima:
Sugestão para a 1ª questão: Muitos de nós utilizamos separadores nos títulos. Muitos usam a vírgula, porém esse elemento pode dar uma noção errada no momento da leitura e, confundir o leitor é o que menos queremos nesse momento, certo?
Um recurso muito popular nas redações dessas tags é a utilização de hífens (-) para separar palavras-chave, conceitos e seções. Entretanto, esse elemento ocupa um espaço muito valioso! Pensando nisso, que tal o uso de outro elemento, tão “isento” quanto o hífem, porém que ocupa um espaço algumas vezes menor? Esse elemento é a barra vertical ( | ). Veja o exemplo e entenda o que proponho:
Casas: Encontre aqui a casa dos seus sonhos – Imobiliária X ——-> (59 caracteres)
Casas: Encontre aqui a casa dos seus sonhos|Imobiliária YY ——-> (58 caracteres)
Vendo o exemplo acima, surge uma outra pergunta: O Google exibe somente 65 caractéres ou exibe o “espaço ocupado por 65 caracteres”? Isto é: 65 pontos ou barras verticais colocados um ao lado do outro é o mesmo que 65 letras “m” colocadas uma ao lado da outra? Quer saber, vamos testar! Vou preparar duas páginas de teste com as duas características e assim que forem indexadas teremos a resposta.
Sugestão para a 1ª questão: Esta técnica é utilizada por muitos SEOs pela web afora, mas confesso que somente há pouco tempo tenho pensado em usá-la. A proposta aqui é deixar em letras maiúsculas os termos realmente chave do título de uma página. A lógica é simples: letras maiores, mais probabilidade de cliques. Exemplo:
Casas: Encontre aqui a casa dos seus sonhos – Imobiliária X
CASAS: ENCONTRE aqui a CASA dos seus sonhos – Imobiliária X
Fica a dica!
Olá pessoal!
Este é meu primeiro post nesse novo blog que eu e meu colega Willie criamos para discutir e principalmente testar técnicas de SEO. Trabalhos com isso e para nós, esse blog vai ser muito mais do que uma extensão do nosso trabalho – vai ser uma área de aprendizado constante e principalmente testes, afinal, o nome do nosso blog não foi escolhido à toa!
Vamos ao tema do meu post. Recentemente, conversando com o Willie, pensamos se o Google pode favorecer ou não a indexação de uma nova página apenas com a inserção da tag do Analytics ao código fonte das páginas do site. Para os que estão chegando há pouco tempo ao mundo dos buscadores e do SEO, é importante lembrar que para um site ser indexado ele precisa, entre uma série de pontos, possuir pelo menos um link de um site já indexado no Google apontando para esse novo site. Sem isso, é – em tese – praticamente impossível do robô do Google encontrar esse novo “habitante” da web e indexá-lo.
O robô do Google utiliza os links como “estradas”, ou “portas” para circular entre os bilhões de websites publicados na rede e 1) indexá-los, como ocorre com novas páginas, ou 2) atualizar dados e indexar novas árvores inseridas em websites já publicados e que tenham sido atualizados. Não vou abordar aqui questões de posicionamento e ranqueamento dos resultados, pois não é esse o objetivo desse post.
Mas e aí? Indexa ou não?
Essa é a dúvida central. Não tenho a resposta ainda e proponho uma experiência prática para tentarmos sanar essa questão. Vamos a ela:
- Criamos um site-teste no provedor gratuito “newsit.es” chamado http://seolab.newsit.es/ ; (Esse link tem “nofollow”, portanto não conta como link de indexação)
- Deixamos o texto padrão, sem alterar ou incluir qualquer outro texto, tag ou elemento “SEO friendly”;
- Incluíamos a tag do Analytics;
- Esperamos os resultados
Esse é um tema que, como quase tudo em SEO, não respondemos de uma hora para a outra. De tempos em tempos vamos atualizando aqui no blog o que já temos sobre essa questão.Ah, uma última coisa: Curioso por saber qual minha aposta? Hum… acho que não indexa por causa da tag. Mas não tenho como afirmar sem testar.
Até mais!